*Relacionamento sexual traz qualidade de vida?
Sexualidade na fase adulta
A atividade sexual nos dias de hoje
Colunistas da Folha de São Paulo lançam a seguinte informação: o sexo caiu de moda!
Será que isto é possível? Não se faz mais sexo como antigamente? A humanidade está parando de ter relações sexuais?
Estas e outras questões surgem diante da afirmação de que, por incrível que pareça, antigamente as pessoas faziam mais sexo do que hoje.
Em uma pesquisa, estudiosos descobriram que as mulheres de 50 anos atrás tinham uma vida sexual muito mais ativa do que as de hoje.
Atualmente, as pessoas prezam os beijos, os “amassos” e as carícias, mas o ato sexual tem sido menos freqüente e pouco valorizado.
Qual a razão para isto?
Os estudiosos acreditam que esta situação se deva ao fato da mulher ter assumido um outro papel na sociedade. Antigamente, ela tinha tempo de sobra para dedicar ao marido e a vida conjugal. Hoje, seu tempo é restrito! Ela trabalha fora, administra a casa, faz cursos e, ainda, tira tempo para o lazer e o cuidado com a beleza. Com tanta atividade, não sobra tempo nem energia para o sexo, ocupando este um papel secundário na vida da mulher contemporânea.
As colunistas não acreditam ser um questão de falta de tempo, tanto que afirmam que sempre que a mulher quer, acaba arrumando tempo e espaço para a atividade sexual, buscando somente outros afazeres ou distrações quando não é possível o encontro amoroso.
Não se trata de atribuir responsabilidade sobre esta situação à mulher ou ao homem, parece que a mesma deve ser entendida pela influência de um conjunto de fatores históricos, sociais e culturais. O importante é reconhecer que o sexo é natural, básico para a vida do ser humano (afinal, com raras exceções, todos nós somos provenientes de uma relação sexual) e precisa ser vivido, independente de época, de maneira saudável e prazerosa.
Fonte:
• Jornal Folha de São Paulo – Caderno Folhateen. Nossas bisavós é que eram felizes! São Paulo (SP); 03/02/2003. p. 10.

Cultura e Diversão fazem parte da Qualidade de Vida? São supérfluos?
Vamos combinar gente, cultura e diversão não são supérfluos, são bens de primeira necessidade, um direito de todos nós. Supérfluo é aquilo que não desejamos, que não precisamos, que não faz nenhuma diferença para melhor em nossa vida.
Geralmente a tendência de acreditar, por uma questão de educação e que já faz parte de nossa cultural ocidental, que tanto as dificuldades quanto o bem-estar vêm de fora e também do futuro. É por isso que procuramos a felicidade na nossa cara metade que um dia, acreditamos, ainda vamos encontrar; no aumento de salário; no apartamento que vamos comprar; na aposentadoria, quando muitos têm a certeza que aí sim poderão se divertir a valer.Então ficamos esperando que a felicidade mora ali!
Apostando nas soluções fora, colocamos nossas frustrações na incapacidade do companheiro ou companheira de nos fazer feliz, aquietarmos nossas angústias, ansiedade, medo, solidão, nas compras, num passeio no shopping, na bebida e até nas drogas.Então muitos se dão mal.
Pura ilusão. Nossa vida é criada, sempre, de dentro para fora. A crença no contrário e as atitudes desencadeadas por essa crença têm se mostrado responsáveis por muita dor e sofrimento, por relacionamentos conturbados, angústia, estresse e conflitos.Até porque vivemos num mundo de aparência.
Se qualidade de vida fosse somente morar e comer bem, ter saúde e um emprego com um bom salário, como justificar as pessoas que têm tudo isso e são infelizes, estressadas, mal-humoradas, estão sempre se queixando de tudo e de todos????Chegam a cometer suicidio!
Não... Qualidade de vida é mais do que isso. É principalmente a capacidade para transitar de forma equilibrada pelos desafios do dia-a-dia.
Desafios sim, por que é assim que devemos ver e enfrentar os chamados problemas. Desafios a serem superados, contornados, resolvidos.Tirando do mesmo lições de vida.
E na verdade é isso que todos queremos, ansiamos. Capacidade para fluir pelo cotidiano de maneira tranqüila, segura e criativa. E é possível, desde que coloquemos o nosso foco no lugar correto, transferindo-o de fora para dentro. É aí que estão todas as respostas. E não sou apenas eu quem digo, mas os mais respeitados sábios, filósofos, psicólogos. É de Sócrates a célebre frase: “Conhece-te a ti mesmo.” Agora eu pergunto: Como podemos nos conhecer olhando para fora?
Qualidade de Vida é saber usar nossos recursos internos. Mas como, sem saber que recursos são esses? Muitos dizem que não viemos com manual de instruções. Mas isso não é verdade. Viemos sim, só que a maioria de nós passa a vida toda procurando esse manual fora, quando ele está dentro. Essa busca incessante no lugar errado é motivo de muita ansiedade e decepção.
Não é possível se pensar em qualidade de vida sem ter as rédeas da própria vida. Sem ter o controle sobre o que se pensa, fala e faz. A maioria de nós vive no piloto automático. É por isso que fazemos e falamos coisas que nos arrependemos depois, é por isso que raramente estamos aonde deveríamos estar, no momento presente e é também por isso que deixamos a vida escorrer entre os nossos dedos.
Comments (1)
Daniela Hoffmann said
at 11:48 pm on Oct 27, 2008
Gurias,
o segundo texto tem as relações entre lazer e qualidade de vida mais evidentes do que o primeiro entre sexo e qualidade de vida, não acham?
Talvez, antes de falarmos nisso, devêssemos discutir se sexualidade é equivalente a relacionamento sexual; se sexo tem mais a ver com lazer do que com saúde? por quê?
Aliás! depois de visitar essa página, a página sobre qualidade de vida e saúde e, claro, a FrontPage, fiquei procurando aquela discussão que elegemos necessária no encontro presencial de 21/10 sobre o que é qualidade de vida para o grupo.
E o quadro de Certezas e Dúvidas? Vamos construí-lo para elaborarmos o planejamento da pesquisa?
E o mapa conceitual? vamos dar início?
Sigo acompanhando e me colocando à disposição.
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